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A Coroa do Contentamento

 

E, de fato, é grande fonte de lucro a piedade com o contentamento

(1Tm 6.6)

 

 

A palavra “contentamento” deriva do grego, que significa autarkeia, referindo-se a uma disposição mental completamente independente de todas as coisas exteriores e alheias. Ela não provém da possessão de objetos externos, mas de uma atitude interna com relação à vida. William Barclai, escritor e autor da obra Comentário do Novo Testamento, ao discorrer sobre a carta de Paulo aos filipenses, coloca a expressão “a coroa do contentamento”, indicando que o contentamento chega quando a pessoa escapa da servidão das coisas, quando encontra a riqueza no amor, na amizade e na fraternidade com os homens. Para ele, é quando nos damos conta de que a nossa possessão mais preciosa é a amizade que temos com Deus.

O filósofo Epicuro, que viveu antes de Cristo, afirmou que o segredo da felicidade e do contentamento não é aumentar as posses do homem, mas diminuir os seus desejos, mostrando que a pessoa tende a ser feliz na medida em que seus desejos por coisas vão diminuindo.

Paulo, quando escreveu aos filipenses, não estava fazendo apologia à pobreza. O cristianismo não defende a pobreza como forma de agradar a Deus. Paulo estava afirmando que a busca insaciável por coisas e a cobiça pela riqueza eram práticas condenáveis. Em 1º Timóteo 6. 9, ele diz: “Mas, os que querem tornar-se ricos caem em tentação e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, as quais submergem os homens na ruína e na perdição”.

No Antigo Testamento, três homens caíram nesta tentação e laço. O primeiro foi Balaão, que aceitou as ofertas financeiras do rei Balaque, e o instruiu, ensinando o modo como fazer Israel pecar. Seu fim foi trágico, sendo morto ao fio da espada (Nm 22-24). O segundo foi Acã, que se apoderou de alguns pertences de uma família de um povo inimigo, vencido por Israel, na qual Deus ordenou que nada deveria ser pego. Acã e sua família acabaram sendo apedrejados e queimados (Js 7). Outro homem que caiu nos laços da tentação da cobiça foi Geazi, ajudante do profeta Elizeu, que recebeu os presentes de Naamã no lugar de Elizeu, que os recusou. Pela ganância, a lepra que estava em Naamã foi transferida para Geazi (2Rs 4-8).

A cobiça pode destruir vidas, mas a integridade leva à aprovação de Deus. Homens como Elizeu, Daniel e Pedro são exemplos de como é possível viver uma vida íntegra diante do Senhor Jesus, sem cair nos laços da cobiça. E o que dizer de Jesus, tentado em tudo, mas sem cometer um pecado sequer. Ele é o maior exemplo para nós.

O cristão sabe que o segredo da felicidade não se encontra nas coisas, mas nas pessoas. Ela consiste nas coisas permanentes. Não trouxemos nada para este mundo e é evidente que nada podemos levar dele (1Tm 6.7).

Porém, os homens corruptos de entendimento ensinam uma doutrina que não é segundo a piedade, julgando que a piedade seja causa de ganho. Só pensam nas coisas desta vida. Se esperarmos em Cristo somente nesta vida, já dizia Paulo em 1º Coríntios 15.19, seremos os mais miseráveis de todos os homens. É claro que Paulo estava falando da ressurreição, ou seja, de coisas eternas.

Quando falamos de coisas terrenas e eternas, nos deparamos com dois reinos atuantes: O reino do mundo e o de Deus. O primeiro pode ser melhor exemplificado em Mateus 4.8, quando o diabo apresenta a Jesus todos os reinos do mundo e a glória deles. O segundo reino, o eterno e celestial, é descrito em João 18.36, quando Jesus afirmou que o seu reino não é deste mundo. Paulo conclui dizendo que o reino de Deus não consiste no comer e no beber, mas na justiça, na paz e na alegria no Espírito Santo (Rm 14.17).

Aqueles que pensam somente nas coisas desta vida, ou melhor, deste reino, pregam mensagens evangélicas atraentes e aparentam ser pessoas santas. Mas, na realidade, rejeitam a piedade e negam a sua eficácia (1Tm 6.5; 2Tm 3.2).

A cobiça e a avareza têm destruído muitos homens e mulheres de Deus. Nem sempre o desejo de possuir mais e mais é pecado, desde que seja virtude, graça, conhecimento ou maior idoneidade. Porém, o falso ensino se origina na insalubre ambição de possuir algo que não temos o direito de possuir.

A primeira característica de um falso mestre é a vaidade. Seu desejo não é apresentar Cristo, mas a si mesmo. Interessa-lhes mais seus próprios pontos de vista do que levar a palavra de Deus às pessoas. 

       O falso mestre comercializa a religião. Ele deseja o lucro e considera seu ensino e pregação como uma profissão, não como uma vocação. São falsos apóstolos e obreiros fraudulentos (2Co 11.13).

Uma coisa é certa: não há lugar para profissionais no ministério de nenhuma igreja. Paulo ensina que digno do seu salário é o obreiro (1Tm 5.18), mas sua paixão não é de obter, mas, sim, a de gastar e se deixar ser gastado pelos irmãos (2Co 12.15).

 

(1) Baseado na citação de William Barclai

 

 

 

Antonio Carlos Menezes é pastor na IEADERP em Jardinópolis

 

 

 

 



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