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Abigail: bom senso e sabedoria para evitar tragédias

 

     A história de Abigail, registrada em 1 Samuel 25, nos traz uma reflexão interessante. Ela era uma mulher com qualidades especiais. Seu único pecado foi ter feito um péssimo casamento. Errar faz parte da trajetória de todo o ser humano e ela cometeu o grave delito de casar-se com um crápula chamado Nabal. Nabal era um homem estúpido, nefasto e ingrato. Esse drama poderia se encaixar muito bem naquilo que chamamos de “A Bela e a Fera”. Seu pai, provavelmente, viu em Nabal uma grande oportunidade para sua filha se dar bem na vida. Ele era rico, proprietário de terras, de um grande rebanho de ovelhas e de cabras. Esse homem estava mais para jagunço do que para fazendeiro.

Todavia, Nabal sempre foi azedo e maldizente. Ele morava em Maom, uma cidade que ficava no sudeste de Hebrom. Suas possessões sempre estavam no monte Carmelo e ele havia prosperado na vida graças à esposa, sempre sábia com a administração dos bens. No mesmo ritmo que prosperava, também era um homem insuportável e difícil. Não era fácil conviver com ele. A literatura bíblica diz que ele era duro e maligno em todo o seu trato. Com Nabal, não dava para ter diálogo. Seus funcionários não aguentavam mais ser comandados por ele. Quando chegava para dar ordens, era tudo na base da estupidez e da arrogância. Quem segurava a bronca era sua mulher. Aliás, era somente ela para agüentá-lo. Se alguém desejasse pedir aumento, por exemplo, teria que falar com ela que, com jeito, tentava ensaiar uma conversa com seu esposo, sem obter sucesso. Nabal significa “louco, insensato”. Já Abigail significa “meu pai é minha alegria”.

A história conta que ela era formosa e sensata. Ou seja, além de ser bonita, era educada, cordial e muito inteligente. Era uma verdadeira dama, mas que não deu sorte no matrimônio, casando-se com um verdadeiro capitão-do-mato, um bicho-da-selva. Ele era incapaz de manter um diálogo. Ao chegar cansado dos campos, queria somente uma coisa: comida na mesa. Ele achava que sua esposa era uma emprega doméstica. Nunca perguntava como ela estava. Jamais indagou porque ela estava triste e desanimada nos finais de semana. Se Abigail acordava triste, ela que desse seu jeito de melhorar seu dia.

Nesse contexto aparece um terceiro personagem chamado Davi, que ainda não era rei de Israel e vivia fugindo de outro Nabal, mais conhecido como Saul.

Em uma dessas fugas, ele vai se refugiar no deserto de Maom. Nesse período, Davi ajudou a proteger os rebanhos de Nabal dos ladrões. Davi e seus homens trouxeram segurança para Nabal e seu rebanho.

Um dia, já em outra cidade, Davi enviou homens pedindo ajuda e comida a Nabal. Chegando lá, eles foram tratados com desprezo e arrogância por parte daquele ingrato. Quando eles voltaram, informaram tudo a Davi. O cenário estava formado para a tragédia, pois Davi e seus homens pegaram espadas e desceram até a casa do louco Nabal.

Esse Nabal é incapaz de fazer uma reflexão acerca de seu comportamento, conduta, palavras e ações. Gente como ele só confia no dinheiro. Um dos princípios de liderança é nunca esquecer que as pessoas se aproximam de quem as fazem crescer e afastam-se de quem as diminuem. Educação não faz mal a ninguém. Sorriso e senso de humor sempre são atributos saudáveis. Nabal parecia mais um cão Pitbul. Mas, dessa vez, ele tinha ido longe demais. Sua loucura tinha atravessado as fronteiras da sanidade.

Quando Abigail ficou sabendo que Davi estava descendo para ceifar a vida de seu esposo, imediatamente ela cria um meio de impedir tal tragédia. Sem perder tempo, ela tomou depressa duzentos pães, dois litros de vinho, cinco ovelhas assadas, dezessete quilos de trigo torrado, cem cachos de passas e duzentas pastas de figos secos e pôs tudo em um jumento e não contou nada ao marido. Ela foi apagar um incêndio deixado por um déspota e ditador.

Precisamos aprender muito com essa senhora. Seu legado é uma pedagogia para governos, instituições, empresas e comunidades religiosas.

No pé do monte, ela e Davi haviam de se encontrar. Ela trazia pão, vinho e frutas e Davi trazia a espada. Minha pergunta é: o que você traz para alguém que lhe feriu e puxou o seu tapete? Davi está com ódio na alma. Quando eles se encontram, ela desce do jumento e se ajoelha diante dele. Salomão disse que a palavra branda desvia o furor. Ela pede perdão pelo erro de seu marido. “Por favor Davi, perdoe aquele louco. Eu não sabia de nada”, disse ela. Ela foi rápida, desarmando o coração de Davi. E ainda completou: “Este é o presente que trouxe a você. Perdoe-me qualquer coisa”. Davi não esperava aquela atitude. Quando ela volta para casa, no dia seguinte, conta todo o ocorrido a seu marido. Nesse momento, ele tem uma parada cardíaca e morre.

Mas, calma! Não se precipite! Tenha calma e aprenda com Abigail.

 

Elói Feitosa é psicanalista, escritor e presbítero na IEADERP, com seis livros já publicados.

 

 



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